Informações apresentadas em uma proposta de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo empresário João Carlos Mansur, ex-controlador da Reag Investimentos, acrescentam novos detalhes sobre a relação financeira do ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), com empresas ligadas ao Banco Master.
Segundo informações divulgadas pela jornalista Natália Portinari, do UOL, além dos pagamentos recebidos por meio de sua empresa de consultoria, ACM Neto teria mantido investimentos em ativos relacionados ao grupo financeiro.
De acordo com os dados apresentados na proposta de colaboração, ACM Neto era o único cotista do fundo exclusivo Seattle 95, que esteve sob administração da Reag até 2025. Parte dos recursos desse fundo teria sido aplicada no Structure, veículo de investimento lastreado em operações de crédito consignado originadas pelo Banco Master.
Os documentos apontam que foram realizados dez aportes no Seattle 95, totalizando aproximadamente R$ 7,92 milhões. Em outubro de 2025, o patrimônio do fundo teria chegado a cerca de R$ 11,94 milhões. A valorização representaria um ganho próximo de R$ 4 milhões ao longo do período, segundo os dados apresentados.
As informações surgem após já terem sido revelados pagamentos feitos à A&M Consultoria, empresa ligada a ACM Neto. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram que a empresa recebeu cerca de R$ 3,6 milhões do Banco Master e da Reag entre o final de 2022 e maio de 2024.
Com os novos dados, a relação financeira passa a envolver, segundo a delação apresentada à PGR, tanto a prestação de serviços por uma empresa ligada ao político quanto investimentos pessoais em produtos relacionados ao grupo financeiro.
A proposta de delação ainda depende da análise das autoridades competentes, e as informações apresentadas pelo colaborador precisam ser devidamente apuradas e confirmadas pelos órgãos responsáveis.
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