Em uma noite marcada por franqueza e revelações no programa "Conversa com Derneval", transmitido diretamente de Potiraguá, Bahia, o ex-candidato a vereador Denildo do Açaí trouxe à tona os bastidores de sua recente campanha eleitoral, desmistificando boatos e reafirmando sua identidade política. Com uma votação expressiva que, paradoxalmente, não o levou à Câmara Municipal, Denildo não se esquivou de temas sensíveis, como a dinâmica partidária, a lealdade na política e a percepção de ser um "vereador do Povo", não uma "marionete". A entrevista, que precisou ser retomada após um problema técnico, revelou um Denildo determinado a manter sua postura de transparência e a questionar as engrenagens do poder local.
Um dos pontos centrais da conversa com o apresentador Derneval girou em torno da formação de grupos partidários e da escolha de Denildo pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Contariando rumores de que teria sido "imposto" em uma legenda específica e depois trocado de partido, Denildo do Açaí foi categórico: "Na realidade não foi assim, lá no dia que fez a divisão de partido eles não impõem que partido a gente ficasse. Nós, o livre arbítrio, escolheu o partido que a gente queria ficar". Ele enfatizou que sua ida para o PT foi uma decisão pessoal, baseada em identificação. A "ironia do destino", como Derneval pontuou, foi que, apesar de Denildo ter conquistado 268 votos, mais do que vereadores eleitos como Nilto Pereira Reis (com 170 e poucos votos) e "Biscut", ele não garantiu uma cadeira, enquanto estes sim.
Apesar do resultado, Denildo expressou orgulho de sua performance eleitoral, considerando sua votação "expressiva", e fez questão de enaltecer a integridade de sua campanha. "Eu tenho uma orgulho de falar que eu tinha, eu ganhei quase 100 votos a mais do que Biscut", declarou, acrescentando que não se arrepende de ter escolhido o PT ou de não ter sido eleito. Para ele, o mais importante é a "consciência limpa" de ter feito uma "política limpa" e "justa". "O que me importa, Derneval, é eu bater a minha cabeça no travesseiro, dormir em paz e falar: eu ganhei 268 votos de pessoas com caráter", afirmou, ressaltando que isso não desmerece quem votou em outros candidatos, mas sim valoriza o reconhecimento de seu trabalho.
Durante a campanha, Denildo do Açaí enfrentou "fofocas" e "fuxicos" sobre sua atuação, incluindo insinuações de que seus eleitores seriam de oposição ou de que ele manteria contato com figuras adversárias. Ele relatou o desafio de lidar com "fofoqueiros puxa saco" que reportavam conversas diárias no comitê. Em resposta, Denildo defendeu sua liberdade de manter relações pessoais, citando o amigo Maurício, da oposição: "Maurício é meu amigo, Maurício ia e vai no meu comércio tanto período político como sem período político, e tinha gente lá que vivia na época da ditadura, não podia nem cumprimentar a oposição". Para Denildo, o caráter e a consciência são inegociáveis, desafiando qualquer grupo a ter 100% de lealdade cega.
Ainda sobre sua postura, Denildo foi questionado por um internauta, Mateus Cardoso, sobre um "discurso um pouco agressivo aos companheiros de palanque". Sem hesitação, ele defendeu suas palavras: "Se falar a verdade for ruim, o pecado, vou continuar falando a verdade porque eu não me arrependo de nada que eu falei aquele dia ali". Ele justificou que "realmente atrás de mim tinha pessoas do caráter e do nível do que eu falei", convidando o público a "parar e raciocinar" sobre os resultados. A convicção de Denildo em sua verdade é um traço marcante, reforçando sua autoimagem de um político que não se dobra a conveniências.
A entrevista também abriu um espaço para Denildo do Açaí expressar seu entendimento sobre o papel de um representante do povo e a importância de seu trabalho contínuo. "Eu, Denildo do Açaí, não sou vereador marionete não, eu sou vereador do Povo, eu falo a língua do Povo", declarou com veemência, deixando claro que não se submeteria a interesses alheios. Ele levantou a questão: "O porquê tem medo que Denil entre na Câmara?", sugerindo que sua independência e sua voz incomodam o status quo. Sua votação expressiva, para ele, é um sinal de que sua mensagem ressoa com a população, e que ele é uma força a ser considerada na política de Potiraguá.
O programa "Conversa com Derneval" se consolida como uma plataforma vital para o debate político e social em Potiraguá e região. A cidade, um município baiano com suas particularidades e dinâmicas, vê em figuras como Denildo do Açaí a expressão de uma política local vibrante e, por vezes, conturbada. A lista de patrocinadores e menções a figuras locais – como os vereadores Raul de Dedé, Daniel Pereirinha e Neto Motos, o secretário de educação Joanito Lacerda e comerciantes como Nandinho do Mercado Vitória e Flávio do Mercado Carvalho – reforça a teia de relações que sustentam a vida comunitária e política da cidade. O programa, inclusive, já projeta futuras entrevistas com personalidades como Ramon Ferraz, futuro secretário da Juventude, e o Professor Thiago Ferreira Neto, para debater religião, ampliando seu leque de temas para além da política.
Ao finalizar sua participação, Denildo do Açaí reiterou sua gratidão a Deus, à sua família e a todos que nele confiaram, e deixou uma mensagem contundente sobre o valor do voto. Implicitamente criticando a compra de votos, ele afirmou: "Quem pegou 300 blocos, quem pegou cimento, quem pegou areia... eu não sei o valor do seu voto, é você que vendeu que saiba administrar
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▶️ Assista à entrevista completa:
https://www.youtube.com/watch?v=xo0VQiUTZC4
